O 13º. CONGRESSO INTERNACIONAL DA ICNA SERÁ NO BRASIL

  • Como já é de conhecimento da maioria dos colegas, o 13º. Congresso Internacional de Neuropediatria será realizado no Brasil, em Foz do Iguaçu, nos dias 4 a 9 de maio de 2014. Desde a sua fundação em 1975 a International Child Neurology Association (ICNA) realizou onze congressos, um a cada quatro anos. A única exceção foi o congresso de 1992 intercalado entre os dos anos 1990 e 1994. Foi justamente este o único congresso realizado na América Latina (Buenos Aires). Os demais continentes foram contemplados, às vezes, mais de uma vez (América do Norte três vezes, Europa duas vezes, Ásia duas vezes, África uma vez, Oceania uma vez). O próximo congresso ocorrerá no ano que vem outra vez na Oceania (Brisbane, Austrália). Assim, nada mais justo que a América Latina pleiteasse a sede do congresso de 2014 (os congressos passarão a partir do ano que vem a ser bienais). Com esse pensamento, Marilisa Guerreiro e eu, enquanto membros do Board Executivo da ICNA, começamos desde 2007 a auscultar os demais membros do Board, testando a receptividade da idéia. A adesão dos dois colegas argentinos, fundamental para nossa pretensão, foi obtida com entusiasmo. Escolhemos Foz do Iguaçu como sede devido ao seu grande apelo turístico e por estar na fronteira da Argentina que conosco aceitou participar da organização do evento. A escolha da sede é feita por eleição secreta entre os 25 membros do Board a qual ocorreria no Congresso do Cairo em 2010. Os países postulantes devem apresentar um portfólio completo incluindo o local do evento, um orçamento preciso, as facilidades de transporte e hoteleiras, o número previsto de participantes, as possibilidades turísticas, etc. Algo como a FIFA exige para a escolha da sede da Copa do Mundo. Sem saber quais seriam nossos concorrentes (na votação da escolha do Egito concorreram fortes candidatos como Itália, Grécia e Turquia), elaboramos um “bidding book” e para isso foi fundamental a ajuda da Embratur que também preparou cartazes, manuais e numerosos brindes com motivos brasileiros a serem distribuídos no dia da eleição. Os outros países postulantes foram África do Sul (Cidade do Cabo), República Tcheca (Praga) e Holanda (Amsterdam) cabendo a cada um uma apresentação de 20 minutos. O sistema de votação consistia na eliminação sucessiva do país menos votado o que ocorreu com a República Tcheca e África do Sul, pela ordem. Os finalistas Brasil e Holanda receberam, respectivamente, 13 e 11 votos.


    Penso que nossa vitória se deveu a três fatores fundamentais: o princípio de rodízio entre continentes (nem sempre levado em conta), o apoio recebido das sociedades neuropediátricas latino-americanas divulgado em minha exposição (Argentina, Uruguai, Chile, Peru, Colômbia, Costa Rica e Guatemala) e, last but not least, a punjança da neuropediatria brasileira constatada pela ICNA nas reuniões do Board que ocorreram conjuntamente com nossos Congressos de 2000 e 2009. Seus membros ficaram vivamente impressionados com a quantidade e a qualidade da assistência nesses encontros e isso foi-me dito mais de uma vez por mais de uma pessoa.

    Agora, uma tarefa hercúlea se nos apresenta pela frente. Organizar um congresso internacional é algo extremamente complexo e de incomensurável responsabilidade. A colaboração de cada um dos membros da SBNI não só é desejável como fundamental. Deveremos em breve criar um núcleo organizativo centralizado que deve contemplar todas as regiões do país. Se você acha que pode dar qualquer tipo de colaboração, por favor, nos escreva através este site. O sucesso deste empreendimento que, de uma vez por todas, alçará a neuropediatria brasileira ao nível internacional, depende de cada um de nós.

    Sergio Rosemberg 

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